25 de out de 2009

Boa noite a todos.
Serei breve.
Estou montando um novo template para o blog e possivelmente irei hospedá-lo em outro local, utilizando outro tipo de linguagem para configurá-lo. A outra parte do texto está escrito, mas certamente só irei publicá-lo quando o outro blog estiver pronto, e talvez isso demore um pouco, visto que a faculdade está me matando...
Avisarei aqui logo que estiver tudo pronto!

Um abraço a todos que ainda não abandonaram a leitura desse humilde blog!

15 de out de 2009

Uma boa tarde a todos que eventualmente passarem aqui.

Mal, mal me faz ausentar-me por tantos séculos desses espaço...

Malditos sejam Zeus, Dioniso, Cristo, Alá e demais divindades responsáveis por me prender aos livros e ao Campus, privando-me de uma de minhas maiores paixões: escrever.

Além, há uma notícia triste: os filhotes-heróis da presente crônica separaram-se, por motivos não passíveis de análise aqui e agora. Sabem-se lá as razões cósmicas envolvidas em tal decisão, mas de mim essa não partiu, afirmo. Porém, isso não há de abalar o desenvolvimento de tão belo conto...

Essa madrugada, sob a benção de Luna, reservarei-me a continuar minhas histórias ao redor do fogo... aos interessados, aproximem-se! Há cerveja para todos...

Um abraço aos leitores assíduos e também aos esporádicos, e que Luna os guie em suas jornadas...

15 de ago de 2009

Boa noite a todos.

Gostaria de pedir desculpas devido a minha ausência aqui. Podem ter certeza que não foi proposital. ;)
Adicionei ao perfil do blog algumas informações sobre essa crônica, ainda sem nome...
Publiquei na pasta do 4shared o Wild West Companion. Aos interessados, sintam-se à vontade!

Link direto: WILD WEST COMPANION

Que Gaia esteja com vocês, caros leitores...

Parte IV - Forte Bent

O Wendigo solta um tímido sorriso em resposta ao comentário de Garth.

O Lua-Cheia, satisfeito, assume sua forma lupina, a fim de acompanhar os amigos. Dando alguns passos à frente, ele pronuncia:

- Bem, já perdemos tempo demais por aqui. Ainda temos uma perigosa missão a ser resolvida. – ele avança em passos longos e apressados – Vamos!

Zareb e Uivo-dos-Ventos o seguem, acelerando os passos para conseguirem alcançá-lo. John Doe é deixado para trás, ficando próximo da fogueira onde Garth foi posto para descansar. Apesar de suas chamas trêmulas enfraquecerem a cada segundo, John achou mais seguro apagá-la, evitando assim futuros acidentes naquele lugar tão belo.

Ao acabar de enterrar os gravetos com a branca e macia neve, o Meia-Lua põe-se a seguir os companheiros de matilha. Porém, a floresta parecia mais perigosa agora. Sua única fonte de luz fora apagada. Os pinheiros pareciam mais altos, já que agora andava sobre as quatro patas e a pálida Luna tinha seu brilho ocultado devido à altura das árvores. A brisa começara a soprar mais forte... sua proteção natural, os pêlos, eram inexistentes devido ao cruzamento proibido entre seus pais.

- É... me fazem falta esses malditos pêlos! – pensava John, quase congelando. Suas patas já não suportavam mais o frio e seus passos tornaram-se cada vez mais vagarosos.

John Doe pára de súbito. Percebe estranhos movimentos na floresta à sua volta. Consegue ouvir o farfalhar intenso dos pinheiros localizados às margens da trilha. Tenta correr o mais rápido que pôde, porém é impedido pelo frio congelante da noite. Está praticamente paralisado. É aí que algo semelhante a uma língua, coberta de baba gosmenta e repulsiva, o agarra pelas patas traseiras. Covardemente arrastado e praticamente indefeso, John bate inúmeras vezes sua cabeça nos troncos sólidos dos pinheiros durante o trajeto. No entanto, um dos encontrões fora extremamente violento, desacordando o Roedor de imediato.

Garth, Zareb e Uivo-dos-Ventos continuam seguindo reto. Após alguns minutos de corrida, a trilha antes cerrada e intimidadora parece abrir-se aos poucos, possibilitando uma visão estonteante de Luna. À frente, é revelada pouco a pouco a silhueta de um enorme forte. Sua estrutura era inteiramente de adobe, o que lhe proporcionava uma coloração levemente avermelhada. Os muros eram muitos altos e lisos. Haviam pequenas janelas devidamente ordenadas acima do imenso portão de madeira da entrada e, nas duas extremidades, existiam guaritas. A da esquerda era visivelmente maior. No meio delas, havia um cômodo extenso, porém bem mais baixo em relação às guaritas, dentro do qual era possível perceber fracas luzes, possivelmente de velas. Um pedaço de pano pintado era ostentado por um mastro no alto do forte. Era um símbolo um tanto quanto estranho. Listras vermelhas e brancas alternadas com um quadrado azul situado no canto superior esquerdo, o qual era recheado de estrelas brancas. Diziam os brancos que esse era um símbolo de Progresso. Será?

Os três lobos voltam alguns passos, mais silenciosos do que nunca. Aconchegam-se entre os pinheiros, na tentativa de perceber algo suspeito. Provavelmente, era esse o lugar indicado por Chaleira Preta. Agora, todo cuidado era muito, muito pouco.

Orelhas em pé, olhos arregalados, faro aguçado.

Nada.

Por mais dez minutos, persistiram.

E nada, novamente.

Garth sussurrou o mais suavemente possível para Uivo-dos-Ventos, com medo de despertar atenção indesejada:

- Acho melhor contornamos a construção. Discretamente, é claro. Andaremos rente ao muro, certo?

- Certo. Mas... – Uivo-dos-Ventos baixa calmamente as orelhas e seus olhos inundam-se de preocupação - ... onde está o peladinho? Ele afastou-se de nós. Foi apagar os restos da fogueira, mas já deveria ter nos alcançado! É melhor voltarmos!

Garth, com uma risada abafada, disse:

- Nah, ele já deve estar voltando. Não esquenta! O frio deve ter atrasado ele. Deve ser uma merda ser um lobo pelado, ainda mais aqui, assim, em meio à neve. Se bem que, esquentar, logo você, guerreiro gelado... é difícil.

O Wendigo mostra-se incomodado com o comentário do amigo.

- Ah, qual é. Brincadeirinha, relaxa! – disse Garth, numa tentativa envergonhada de desculpar-se.

- Esqueça. Vamos contornar logo esse forte. Não vejo a hora de encontrar aqueles malditos wasichu* corrompidos e arracar-lhes o pescoço! – animou-se o Galliard.

Uivo-dos-Ventos faz um movimento indicativo com a cabeça, indo em direção aos muros do forte, seguido por Zareb e Garth. Quando estão próximos ao muro, algo cai de súbito sobre o jovem Peregrino. Uma língua verde, murcha e repleta de feridas enrosca-se no tronco do Lua-Nova. Num desespero, ele geme alto. Garth e Uivo-dos-Ventos tentam morder a coisa repugnante. Em vão. Zareb é arrastado muro acima até a abertura da guarita esquerda, de onde partiu o ataque. O Lua-Cheia e o Lua-Crescente arranham em vão as lisas paredes, na tentativa de fazer uma escalada. Suas patas deslizam. Zareb já desapareceu na escuridão da guarita. Furiosos, os dois lobos assumem sua forma guerreira, detonando ferozmente o portão de madeira que guardava a entrada. Afinal, sejam lá o que fossem as aberrações do lado de dentro, já haviam percebido a presença dos filhotes.

* wasichu: homens brancos.

6 de ago de 2009

Parte III - O Grande Urso

Uivo-dos-Ventos corre em direção ao companheiro caído a fim de carregá-lo para perto das ardentes e intensas chamas emanadas da fogueira, a qual encontra-se poucos metros adiante. Ajoelha-se lentamente e coloca Garth frente às labaredas, sentando-se comodamente ao seu lado. Após, assume sua forma lupina, gesto repetido por John e Zareb.

Angústia, incertezas, desconfiança. Alguns dos sentimentos que pairam acima do constrangedor silêncio entre os filhotes, agora reunidos em torno do fogo. O olhar profundamente misterioso de Zareb repousa sobre o Fianna incapacitado. Apesar de sentir-se preso ao acompanhar a atual matilha, devido sua natureza livre e inconstante, algo dentro do Peregrino pulsa fortemente: seu amor por Gaia. E é essa mesma força que o faz quebrar o silêncio com seu suave tom de voz:

- Creio... – ele faz uma pausa – que não conseguiremos seguir sem ajuda adequada. Estamos feridos. Além disso, dois de nós fomos maculados pelo veneno da Maldita Serpente e o Lua Cheia perdeu um dos olhos... Irei buscar um auxílio maior no Mundo Espiritual...

Pondo-se rapidamente sobre as quatro patas, o lobo negro fita calmamente a pequena poça d’água, originada do gradual derretimento da neve pelo calor da fogueira. Ergue uma das patas e a penetra instantaneamente na água. Essa, porém, não agita-se em respingos diversos, como de costume. Permanece inerte, abrigando amistosamente a magra pata do Lua Nova, semelhante a um portal. E, de fato, é esse seu papel: um portal espiritual para o mundo gêmeo daquele conhecido por nós, a Umbra. Faz isso com todos os membros de seu corpo, até ter desaparecido por completo.

O Wendigo, depois de presenciar a cena, ergue-se e caminha em direção à poça. Olha para o Meia-Lua e diz:

- Peladinho, cuide de Garth. Irei ajudar Zareb em sua busca.

- Peladinho? Não acredito que terei de agüentar isso...

Uivo-dos-Ventos dá uma risadinha maliciosa para o companheiro. John Doe lança um olhar de reprovação, mas aproxima-se de Garth e põe-se a guardar o corpo do amigo, enquanto o Galliard parte. Em poucos segundos, Uivo-dos-Ventos encontra Zareb.

A sensação experimentada por ambos é inexplicável. As cores e formas do mundo físico agora alternam-se em uma dança hipnotizadora. Conseguem ver os amigos deixados para trás e os Dançarinos da Espiral Negra derrubados. Seus passos agora alcançam a velocidade de um pensamento, e a afinidade com a selvagem Wild parece aumentar. Adentram ainda mais o reino espiritual e, por fim, encontram-se em um lugar repleto de névoa em constante movimento. Chegaram ao seu destino, a Umbra Rasa.

- Por favor, grandes espíritos da natureza. Há algum de vocês que possa nos ajudar...? – pronunciou Zareb.

Subitamente, um pequeno rato sobe pelas patas azeviches do Peregrino, cochichando nos ouvidos dele:

- Ei, cara. Eu posso te ajudar.... ‘tá afim? Vai aceitar?

Antes que o Lua Nova pudesse dizer qualquer coisa, o Galliard toma a palavra:

- Não queremos nada de você. Sua ajuda não serve a nosso propósito.

- Ah, é? – replicou o animalzinho – Então que se danem vocês!

O ratinho parte rapidamente. Zareb, surpreso, indaga:

- Por que você fez isso?

Uivo-dos-Ventos, calmamente, responde:

- Ora, Zareb. Ele não nos seria útil. O que um covarde rato poderia fazer por nós nesse momento? Deixe-me tentar chamar por alguém...

O Peregrino silencia-se, como de costume.

Entre o vaivém da rápida névoa, Uivo-dos-Ventos observa a silhueta de um grande urso, a alguns passos de distância. Em poucos segundos, eles estão frente a frente.

- Por que me procuras, filhote? Sabes que os Garou já causaram muita dor aos meus filhos. Então, por que ainda me procuras? – rosna o urso.

- Grande Espírito Urso. Venho dos Wendigo, povo sempre respeitoso e admirador de teus filhos. Busco por ti pois preciso de ajuda. Minha matilha está ferida. Temos a missão de salvar um caern do Irmão-do-Meio, o qual sacrificou-se por toda a América. Por isso, Grande Urso, peço tua ajuda. Tu és o único possuidor do dom da cura e da sabedoria necessária para usá-lo. Eu imploro, Grande Urso, ajude a mim e meus amigos!

O Pai dos Gurahl pára por um momento, pasmo com o apelo sincero do jovem Garou. Resolver atender o que lhe foi pedido. Afinal, apesar de toda a dor e ódio trazidos pela Guerra da Fúria, lembra o quão próximos já foram os Gurahl de seus primos Garou. Ademais, o pequeno tinha razão. Os dois irmãos da América ainda respeitam o povo-urso e isso é uma grande qualidade.

- Eu farei isso por você, jovem Wendigo. Espero que através de minha ajuda consigam atingir seu nobre objetivo.

Uivo-dos-Ventos e Zareb agradecem, voltando ao mundo físico em alguns minutos. De repente, as feridas abertas dos filhotes fecham-se como por meio de mágica, e o único olho do Fianna abre-se lentamente.

- Eu... não... sei... eu... não consigo... enxergar... – balbuciava Garth.

Emocionados, os membros da matilha baixaram suas cabeças. Porém, depois de alguns minutos, ouvem novamente a voz de Garth, acompanhada de baixos risos:

- Hehehe... serei... mais respeitado...daqui... por diante. Ó...ti... mo!

1 de ago de 2009

Parte II – Os Dançarinos da Espiral Negra

As mais detestáveis das crias da Grande Serpente revelam-se. Assemelham-se a enormes hienas, de pelagem alva como a neve e repleta de falhas e feridas. Rosnam ferozmente para os pequenos, deixando à mostra suas presas tortas e serrilhadas, das quais vaza saliva verde tóxica e repugnante. As orelhas glabras e triangulares encontram-se em pé, atentas ao som ofegante da respiração dos Garou de Gaia. Por fim, seus olhos exalam perturbação e ostentam um brilho maligno.

Garth, aos gritos, ordena aos companheiros uma formação apropriada para o combate. Ele vira-se para o Norte, estufando o peito. Encontra-se agora frente a frente com o maior e mais deformado dos dançarinos. Seu couro é extremamente encaroçado, fétido e repulsivo, muito mais do que de seus companheiros de matilha. Uivo-dos-Ventos encara o maldito do Oeste. Ao ver a silhueta pavorosa de seu alvo, uiva o mais alto possível, invocando o auxílio da criadora incontrolável e sua força puramente selvagem: a Wild. Agora os guerreiros de Gaia sentem-se mais protegidos do que nunca. John Doe, apesar de um pouco acovardado, enfrenta a criatura à Leste. Zareb, com os braços jogados ao longo do corpo, fita profundamente aquele que vem ao Sul. O combate tem início.

Com um sorriso sádico, a maior das criaturas avança sobre Garth, dando-lhe garradas e mordidas ferozes. Garth percebe o quão difícil é acertar seu alvo – culpa da nojenta couraça que o reveste – e vê-se cada vez mais fraco. Porém, concentra toda sua força em uma das garras, acertando um golpe fulminante no rosto de seu oponente. O Dançarino, após ter seu rosto desfigurado, entra em um frenesi enlouquecido, aterrorizante, atirando-se em cima de Garth e o atacando-o irracionalmente. Foi então que aconteceu: as garras tortas e pontiagudas do maldito perfuraram o olho esquerdo do Lua Cheia. Sentindo o sangue escorrendo abundantemente pelo seu rosto, ele perece. Agora agoniza no chão, praticamente incapacitado.

Zareb detém uma atenção sobrenatural aos movimentos de seu oponente e por diversas vezes tem sucesso em esquivar-se das garras da criatura, as quais pingam uma mistura de pus com um líquido verde. No entanto, um dos ataques é certeiro, praticamente impossível de ser desviado. O maldito agora tem suas garras asquerosas cravadas no tórax do Peregrino. Zareb consegue sentir a maldição da Grande Serpente correndo suas veias. Agora, a pequena parcela da natureza corruptiva e destrutiva da Wyrm presente em cada um dos Garou cresce, manchando drasticamente sua alma. Apesar de tudo, o Lua Nova permanece em pé.

John Doe, por vezes, assiste a seus companheiros de matilha a fim de saber se houve algum sucesso. Ele vê o Lua Cheia caindo, o que o desestimula bastante. Mas a poderosa força da Wild o encoraja novamente, fazendo com que ataque seu oponente. Alguns de seus ataques são apenas raspões na pele endurecida e purulenta do dançarino. E, por sinal, tais arranhões deixam seu oponente extremamente irritado... ele sucumbe ao frenesi. Não há mais nenhum Garou de Gaia à sua frente, somente uma massa de carne pastosa, a qual merece ser cruelmente devorada. Não demora em cravar suas garras na perna direita de John, mordendo-a logo após. O Meia-Lua enfraquece. O líquido verde entra por suas feridas abertas. Uma sensação horrível. A mácula do Grande Dragão invade seu coração à força, bem como ocorreu com Zareb.

Uivo-dos-Ventos parte para cima de seu maldito. Ataca-o ferozmente, rasgando seu peito como uma lâmina. O dançarino responde, deixando o frenesi da Wyrm possuí-lo e avançando em seu braço. O Wendigo, apesar de seriamente ferido, dá um sorriso de canto e arranca sua cabeça, fazendo jorrar sangue por toda a extensão da neve e nos troncos dos pinheiros. Olha ao seu redor. Vê seu amigo Fianna caído, o que o angustia e o estimula a lutar ainda mais furiosamente. Corre e salta sobre o maldito responsável por arrancar o olho de Garth, destroçando-o. Após, ele ajoelha-se frente ao corpo do companheiro caído e sussura:

- Agüente, meu amigo. Eu buscarei ajuda quando a luta chegar ao fim.

John Doe ergue-se novamente, surpreendendo o rival. Após algumas esquivadas, o Roedor de Ossos fere-o mortalmente, fincando suas longas garras no pescoço do dançarino. Ele conseguiu. Finalmente....

Zareb, apesar de seus ferimentos, desvia os ataques continuamente. De repente, uma das garras purulentas move-se na direção do peito do Peregrino. Teria sido um ataque mortal, se o Galliard não houvesse chegado a tempo de cortar seu braço, saltando sobre o dançarino. Zareb reage rapidamente, cravando e retirando inúmeras vezes suas garras do peito do maldito. Acabou. Tudo acabou. Tudo, exceto o sofrimento de Garth, o qual gemia de dor estendido na neve, já em sua forma humana.

28 de jul de 2009

Parte I - A Floresta

Desconforto. A primeira viagem através da Ponte da Lua geralmente não é agradável – estranha demais para tal. Após alguns segundos, os filhotes chegam ao seu destino. O portal desaparece. Agora eles estão sozinhos, desamparados, no centro de uma alta e cerrada floresta de pinheiros. É fevereiro, 5ºF, lua crescente – quase cheia. Os flocos de neve caem em quantidades exorbitantes, porém dotados de uma suavidade sobrenatural, e há uma leve brisa, contribuindo para a maior sensação de frio. A matilha encontra-se dispersa, apesar de a trilha ser larga o suficiente para andarem lado a lado.

John Doe assume sua forma humana. Vestido em farrapos, não demora a sentir o frio congelando seu ossos durante sua caminhada, dada sua ausência de pêlos. Garth apenas seguia em frente, mesmo sem saber para onde deveria ir. Zareb, em sua forma natural, permanece atrás, atento a todos os movimentos na floresta. Uivo-dos-Ventos segue ao lado de Garth, seus sentidos mais aguçados do que nunca.

Caminham os pequenos por alguns minutos, completamente sem rumo. Subitamente, Garth pára, vira-se e encara os companheiros:

- Para onde vamos? – resmunga. Só vejo pinheiros, pinheiros e muita neve. Alguém pode indicar uma direção?

- Indicar, eu não sei – disse John, baixinho – o que posso fazer é nos manter aquecidos por algum tempo.

- O peladinho tem razão. É melhor esperarmos o espírito do grande Wendigo acalmar-se antes de prosserguimos. – concorda Uivo-dos-Ventos.

Zareb pára com seus companheiros, sem proferir uma palavra.

John procura por alguns gravetos. Amontoa-os e ajoelha, estendendo sua mão. Dela saem chamas, as quais iniciam a combustão da madeira. Os outros sentam-se à volta do fogo, discutindo qual rumo tomar. Afinal, parecem estar caminhando há pelo menos uma hora sem encontrar nada.

John, agora acomodado frente ao fogo, toma um gole de seu forte whisky vagabundo. As velhas tradições dos Fianna impedem Garth de negar um gole. Os outros dois preferem não beber.

De repente, uivos soam de todas as direções. Uivos horríveis, pavorosos, agoniados. Um calafrio percorre a espinha dos membros da matilha. Instantaneamente, os quatros filhotes põem-se em pé e começam a recuar. Seus olhos estão inundados de medo… do medo mais selvagem e primordial possível. A cada uivo, um passo é dado para trás. Uivo-dos-Ventos concentra-se, imergindo em si mesmo e superando o medo avassalador que o dominava. Ele levanta a cabeça e sussurra:

- Concentrem-se, concentrem-se… vocês irão conseguir…

Os pequenos executam a sugestão do companheiro: respiram profundamente, pensam em si e em sua missão. A força de vontade de cada um os recompensa. Eles estão prontos para enfrentar qualquer perigo eminente, independentemente do que venha a ser.

Olhos verdes tóxicos e venenosos os cercam. Quatro pares deles, mais exatamente. Uivo-dos-Ventos dá um passo à frente e uiva o mais alto possível, inspirando coragem ao seus amigos durante o combate. Cada um dos pequenos deixam-se tomar pela fúria guardada em seus corações… Um sentimento tão irradiante e selvagem que os leva a aumentar de tamanho, assumindo sua forma guerreira. Agora, os quatro têm mais ou menos três metros de altura. Seus dentes e garras estão afiados como navalhas – desejosos de rasgar a carne do inimigo – e finalmente preparados para lutar por Gaia.

25 de jul de 2009

Boa tarde a todos!
Disponibilizei mais três livros no diretório do 4shared. O link do mesmo está no perfil desse blog.


Link direto para o 4shared AQUI!

O Wild West está em inglês, mas sua tradução já encontra-se em andamento.
Quanto à história, pretendo publicá-la na madrugada de domingo para segunda.
Obrigada a todos os visitantes desse blog!

22 de jul de 2009

Prelúdio (Parte III) - O Desafio.

- É difícil – prosseguiu Chaleira Preta – controlar as lágrimas nascidas em meu coração quando os indico à missão. Não somente pela perda de Urso Magro, o que já seria motivo suficiente... Filhotes, aguardo ansioso o dia em que estarão preparados para entender o verdadeiro significado do que irei contar a vocês. A invasão de nossas amadas terras, lar de nossos antepassados, é apenas o início da corrupção a ser trazida por meio das forças da Serpente de Chifres e redes da grande Tecelã. Vocês certamente sabem do que falo, no entanto são incapazes de sentir o real dano causado por ambas as Malditas a nós, Garou. O rito de passagem, pequenos, terá esse objetivo: os expor ao mais doentio ambiente, fruto das duas forças. Lembrem-se de que será muito pior e exageradamente mais doentio do que tudo já descrito nas histórias assustadoras ouvidas por vocês...

Chaleira Preta respira fundo. Olha para cima, para a Lua, enquanto balbucia palavras para si mesmo, como se procurasse por inspiração para sua continuação.

- Filhotes, vocês já devem ter ouvido falar dos Fortes construídos aos montes pelos homem brancos recém-chegado às nossas terras, embora ainda não tenham conhecido um. Essas malditas construções, assim como aqueles fumaçentos cavalos de ferro e os compridos fios usados para comunicação são obras da enlouquecida Tecelã. Aqui perto há uma dessas estruturas: seu nome é Forte Bent. Os brancos de casaco-azul o ergueram a fim de manter suas provisões em segurança, enquanto saem à caçada de nossos parentes cheyennes e arapahos. O líder desse lugar em especial, Chefe-Estrelado “John”, era um homem muito, muito ambicioso. E, pequenos, isso nunca é bom. A Serpente de Chifres aproveitou-se dessa fraqueza e o corrompeu. Sim, os espíritos da Wyrm o possuíram, levando-o à loucura, bem como aos seus companheiros. Filhotes, aprendam uma coisa: O Grande Dragão ataca devido a interesses malignos e egoístas. Ele precisava do forte, pois um pouco adiante encontra-se um local sagrado: um caern de nosso Irmão-do-Meio, há muito guardado e respeitado por nós. O que ainda não consigo entender é como, COMO essa corrupção conseguiu ser tão avassaladora, tão destruidora a ponto de dominar o caern em pouquíssimo tempo.

A expressão do Meia-Lua deixa transparecer seu rio de dúvidas. Dúvidas, dúvidas... mas também, e principalmente, medo.

- Pequenos, saibam que deverão agir com cautela. São uma família agora e famílias ajudam-se mutuamente. O que esse seita os pede é que viajem ao caern corrompido e tentem resgatar a pureza do lugar. Avisarei-os, isso está longe de ser uma tarefa simples. Irá testá-los ao extremo. Porém, se realmente forem dignos de serem um Guerreiro de Gaia, conseguirão. Sejam sábios e honrados, pois somente dessa forma crescerão. Irmãos da Lua-Crescente, eu os convido a abrir a ponte que levará os filhotes próximo ao local de seu rito.

Dois lobos marrons de grande porte posicionam-se estrategicamente. Espalham folhas, proferem palavras... – Sigam seu caminho – diz Chaleira Preta, em frente ao portal.

Os filhotes parecem ainda não ter percebido a real importância – e o peso – de sua missão. Uivo-dos-Ventos parte primeiro, com o peito estufado. E com razão. Afinal, auxiliará seus amados irmãos Croatan, os quais embora não tenha conhecido foram a “segunda tribo” de seu pai. Garth o segue, seus cabelos ruivos cobrindo parte do rosto. John Doe, agora em sua forma lupina, nada agradável aos olhos, segue de cabeça baixa. Zareb e sua inseparável aura de mistério, por fim, adentram o caminho.

14 de jul de 2009

Prelúdio (Parte II) – Conhecendo os Filhotes

Os filhotes entreolharam-se. Quem, afinal, deveria tomar a frente? Eram todos tão inexperientes. O receio durou alguns segundos. Sob o olhar encorajador do líder do caern, finalmente, um dos pequenos dá um passo à frente.. Um lobo de pelagem clara, de um tom amarronzado, com adornos de madeira ao longo de toda sua orelha e um largo colar de duas ou três penas de águia em seu pescoço:

- Sou Uivo-dos-Ventos. Pertenço ao povo dos lobos, da tribo do Irmão-Mais-Novo. Sou aquele responsável por contar as histórias já existentes de nosso povo, além das futuras.

Chaleira Preta responde com uma expressão satisfeita. Afinal, como um Uktena, sente-se seguro por ter um representante de sua tribo-irmã presente. Uivo-dos-Ventos volta à sua antiga posição, aguardando a próxima apresentação.

O próximo chama a atenção por estar em sua forma guerreira, Crinos. Sua pele era seca, caracterizada pela completa ausência de pêlos. Os anciões já sabiam o que isso significava: um cruzamento proibido entre Lobisomens, um Impuro. Alguns pesados passo à frente, cabeça baixa:

- John Doe. Sou um Philodox, guardião das tradições. Pertenço aos Roedores de Ossos e, er, bem, sou um Impuro...

Um silêncio geral toma conta da Assembléia. Há olhares de reprovação por parte de quase todos os membros. Os cochichos começam. Falam sobre sua raça, sua origem, sua vida entre o lixo repugnante dos arredores dos fortes. Chaleira Preta permanece sério. Toda sabedoria adquirida até o momento não o permite participar das intrigas, muito menos subjugá-lo. Perante a indiferença do líder, os cochichos cessam. Chaleira Preta faz um movimento com a cabeça, agradecendo. Envergonhado, John Doe volta ao seu lugar.

Um homem com belos e vivos cabelos ruivos, pele branca e olhos claros aproxima-se. Seus olhos transbordam a fúria contida em seu coração. Veste roupas simples: um casaco bege sob uma camisa branca suja e uma calça surrada preta. Com um sorriso sarcástico de canto, ele inicia:

- Me chamo Garth e nasci sob a Lua Cheia. Sou, portanto, a mais feroz arma contra a Wyrm: um guerreiro de Gaia. Venho de um povoado humano irlandês, e os Fianna são a minha tribo.

Chaleira Preta balança a cabeça em tom de aprovação. Garth, satisfeito, recua. Falta agora apenas um filhote. Ele revela-se em passo curtos, cuidadosos. Sua forma parece ser envolta por um aura de puro mistério. Surge um lobo magro e de cor negra, de olhar enigmático. A Assembléia não mais sente-se à vontade. Maus presságios parecem ser inerentes ao pequeno. Sua simples presença causa um leve arrepio – leve, porém assustador – e uma ponta de insegurança.

- Batizaram-me Zareb. Venho das distantes terras egípcias e vivia entre a comunidade lupina. Sou um Peregrino Silencioso, orientado pela Lua Nova.

Da mesma forma silenciosa e cuidadosa do avanço, ele retorna. O líder da Seita, satisfeito com a apresentação de todos os jovens, ergue a voz:

- Obrigado, meus pequenos. Agora que todos já os conhecem e têm memorizados os seus nomes, irei explicar um pouco mais sobre a perigosa missão do Rito de Passagem de vocês.

Ele hesita por alguns instantes. Uma lágrima corre do canto de seu olho esquerdo, discreta, silenciosa, porém repleta de amargura.

Prelúdio (Parte I) - O Início da Assembléia.

1860. O inverno assola a região americana do Colorado. Apesar das pesadas nevascas, a Assembléia do Caern do Vento Escondido encontra-se reunida. Afinal, é uma data especial: o rito de passagem dos filhotes, a comprovação de que os pequenos têm dignidade o suficiente para serem tratados por “Garou”. Quatro jovens encontram-se um pouco acanhados em um canto, aguardando o momento em que serão chamados.

Chaleira Preta, o Meia-Lua Uktena chefe do caern, põe-se à frente e profere as seguintes palavras, dando início à Assembléia:

- Vocês, sentados ao Leste, vocês, sentados ao Norte, vocês, sentados à Oeste e vocês, sentados ao Sul, ao final da estrada: eu saúdo a todos vocês.

Após uma breve pausa, ele continua:

- Meus irmãos, essa é uma noite especial. Uma noite na qual os quatro filhotes devem conquistar seu lugar na sociedade Garou. Porém, é com imensa tristeza que os indico ao rito. Tristeza... por perder um grande irmão, vítima da própria curiosidade. Urso Magro, o qual jaz ao lado de seus fiéis guerreiros – ele aponta para leitos de palha coberto de flores, com os respectivos corpos – nesse mesmo local sagrado, irmãos. E agora, muito mais do que trazer provas de sua coragem aos Espíritos aqui presentes e à toda Nação Garou, esses jovens têm a missão de honrar Urso Magro e seus companheiros. Meus amigos e irmãos aqui presentes, convoco agora os quatro filhotes. Grande espírito Uktena, o qual nos acompanha nessa Assembléia, inspire esses jovens à apresentação perante o caern!

12 de jul de 2009

Boa noite a todos.
Pretendo, a partir deste momento, publicar em forma de crônica a aventura que venho desenvolvendo.
Me perdoem os participantes da mesa, mas será praticamente impossível manter-me fiel a todos os detalhes das sessões. Caso queiram adicionar/retirar algo, entrem em contato!

Deixei o link do 4shared no perfil do blog. Lá estarão alguns livros que utilizo.

Que Gaia esteja com vocês, caros leitores e amigos!

26 de abr de 2009


Introdução: O que é um Lobisomem? (Pte. I)
Extraído de Lobisomem - O Apocalipse
"Lenda dos Garou  - Atirado aos Lobos"

"Seja lá o que for que você tenha visto sobre os lobisomens na televisão ou nos filmes, a maior parte é puro lixo. As pessoas contam essas histórias de horror sobre gente que vira um animal assassino, mas não sabem de onde exatamente tiraram essa idéia. Aí, elas entendem muita coisa do jeito errado. Para elas, os lobisomens são esses monstros solitários que agem como... Bem, eles não agem como lobos, pode crer. Mas as pessoas acham que um lobisomem é alguém que vira lobo quando a lua 'tá cheia e saí por aí numa orgia assassina irracional. Agora, eu estaria mentindo se dissesse que isso não tem qualquer base em fatos reais - é, fatos -, mas o seres humanos não entendem que os lobisomens não são humanos amaldiçoados. Não somos nem mesmo humanos de verdade, apesar de nascermos de mães e pais humanos... Ou de lobos. A gente é a gente. Somos os Garou."

25 de abr de 2009

Dois livros adicionados.
Aqui vão os links diretos:


Preciso fazer uma releitura e uma imensa reorganização das minhas aventuras antes de serem digitalizadas. Elas serão publicadas em forma de conto, e espero realmente que elas possam ser divulgadas o mais rápido possível (farei o que puder....)!!
Abraço a todos.

19 de abr de 2009

Boa noite a todos!

Infelizmente, não tenho conseguido tempo para atualizar o blog...

Usarei essa pequena postagem para deixar claro algumas coisas.
Em primeiro lugar, já me disseram que há muitos blogs sobre RPG (concordo, é verdade). Porém, embora eu não tenha deixado claro no início, meu objetivo é divulgar aqui algumas das aventuras que já escrevi (inicialmente, todas de D&D, pois apesar do meu profundo interesse por Lobisomem ainda não mestrei). Também, se possível, publicar pequenos artigos sobre o funcionamento do RPG, principalmente sobre seus conceitos básicos... E, apesar de algumas pessoas não concordarem, gostaria de compartilhar os livros digitalizados que possuo (como queremos tornar o RPG algo aceitável e popular se cada livro básico custa quase R$ 80???). 
Como já havia dito antes, há o espaço dos comentários... aceito qualquer sugestão e comentário, até porque são inúmeras as possibilidades de abordagem sobre o jogo, tantas que muitas vezes não sei nem por onde começar...

Muito obrigada a todos que eventualmente visitam esse espaço!

5 de abr de 2009

O que é RPG? (Parte I)

O RPG (Role Playing Game) é um jogo de interpretação. Os jogadores se reúnem em torno de uma mesa (pode ser no chão mesmo, vai depender do local disponível), criam um personagem e tentam interpretá-lo, ao seu modo, como se todos estivessem "brincando" de teatro. Porém, suas falas e ações não estão preescritas, fazendo com que o jogador as invente no desenrolar do jogo, de acordo com o que a situação exigir.
Bem, já ouvi todos os tipos de perguntas e comentários sobre o jogo nos meus curtos 3 anos de RPG... e gostaria de reunir algumas delas aqui e ir respondendo, aos poucos.

"Já ouvi falar de RPG. É aquele jogo de invocar o demônio, que enlouquece as pessoas?"

Oh, apesar de tal afirmação ser completamente IMBECIL eu já a ouvi várias vezes. As pessoas que a dizem, no entanto, geralmente não têm culpa de pensar assim. Afinal, histórias publicadas na mídia já sujaram gravemente o nome do RPG, usando-o como justificação de crimes horríveis. Por ser um jogo desconhecido, as pessoas tendem a acreditar em QUALQUER afirmação que for feita sobre ele. Assim, surge o preconceito aos RPGistas. Para maiores informações, recomendo um link muito didático:


"Jogo de interpretação? Isso quer dizer que preciso usar uma fantasia ou uma roupa específica do meu personagem para jogar"?

Não, não precisa. A princípio, é difícil compreender, mas o RPG é um jogo que brinca com a imaginação - e essa é a sua principal ferramenta. Os jogadores irão se reunir em torno de uma mesa (de preferência, uma bem grande) e começarão, através de gestos, narrações e até de desenhos a descrever seus respectivos personagens, sempre seguindo a orientação da ficha do seu personagem. Porém, é importante fazer um rápido comentário sobre os Live Actions. Esse "forma"de jogar RPG requer sim que os jogadores estejam caracterizados, mas ela acontece geralmente quandos os jogadores já têm experiência e conhecimento suficiente acerca das regras e do método do jogo.

"Ficha, que ficha?"

A ficha é um pedaço de papel que contém a parte "técnica" do seu personagem: nome, idade, sexo, habilidades, fraquezas, etc. A ficha necessita ser montada antes de qualquer sessão (assim chamamos o tempo de "reunião" dedicado ao jogo), para que os jogadores estabeleçam o que sabem ou não fazer, pois isso decidirá o rumo dos personagens durante a campanha.

"Acho que estou entendendo... mas, como faço para ganhar o jogo?"

Eis aí uma das afirmações mais bizarras a respeito do RPG (para os leigos): ninguém ganha. O RPG estimula o trabalho em equipe. Os jogadores têm de vencer os desafios impostos pelo Narrador*, porém os personagens não "ganham" no final da sessão - eles evoluem! São distribuídos pontos para melhorar os atributos de sua ficha. Para ganhar mais "pontos", você deve interpretar bem, ou seja, dar asas à imaginação!

*Narrador: também conhecido por "Mestre". É o responsável por criar a aventura - cenário, personagens secundários (PDM's), desafios - que os personagens jogarão.

Enfim, espero que esse pequeno artigo tenha ajudado a esclarecer alguns conceitos. Caso haja qualquer dúvida (eu disse QUALQUER dúvida!), deixem um comentário aqui e eu tentarei explicar o que estiver ao meu alcance...

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Disponibilizei hoje os primeiros livros no diretório do 4shared. O link para o disco virtual pode ser encontrado na seção "Livros" e o link direto aqui:

29 de mar de 2009

Boa noite a todos que eventualmente passarem por aqui.
Este blog vem a ser um projeto meu de muito tempo...
Através dele, pretendo compartilhar informações diversas sobre o RPG - RolePlaying Game.
Estou com pouquíssimo material por enquanto, porém com o passar do tempo irei postando o que conseguir. ^^
See ya.